quarta-feira, 21 de abril de 2010
quarta-feira, 14 de abril de 2010
MAIS UM POUCO DE GIRO SUFI
Enviado por Patrícia Preiss, uma pessoa linda, focalizadora de Danças Circulares:Aqui estou em teu jardim
sob a árvore que concede todos os desejos.
Tão cheio de fogo estou que danço sem música.
Sou uma sombra dançando com a luz do sol.
Às vezes me alongo e me deito no chão.
Às vezes me encolho e tenho a cabeça aos pés.
Além da luz e das trevas que se alternam nesta terra,
traço meu caminho através das eras ....
Jalal ud-Din Rumi - Danço com a Luz / Poemas Místicos.
Leonardo Boff, em O Canto da Unidade:
Em 2007 foram celebrados os 800 anos de nascimento de Jalal ud-Din Rumi (1207-1273), o maior dos místicos islâmicos e extraordinário poeta do amor. Nasceu no Afeganistão, passou pelo Irã e viveu e morreu em Konia na Turquia.Era um erudito professor de teologia, zeloso nos exercícios espirituais. Tudo mudou quando se encontrou com a figura misteriosa e fascinante do monje errante Shams de Tabriz. Como se diz na tradição sufi, foi "um encontro entre dois oceanos".
Esse mestre misterioso iniciou Rumi na experiência mística do amor. Seu reconhecimento foi tão grande que lhe dedicou todo um livro com 3.230 versos o Divan de Shams de Tabriz. Divan signfica coleção de poemas.A efusão do amor em Rumi é tão avassaladora que abraça tudo, o universo, a natureza, as pessoas e principalmente Deus. No fundo trata-se do único movimento do amor que não conhece divisões mas que enlaça todas as coisas numa unidade última e radical tão bem expressa no poema Eu sou Tu : "Tu, que conheces Jalal ud-Din (nome de Rumi). Tu, o Um em tudo, diz quem sou. Diz:eu sou Tu". Ou o outro:" De mim não resta senão um nome, tudo o resto é Ele".
Essa experiência de união amorosa foi tão inspiradora que fez Rumi produzir uma obra de 40.000 versos. Famosos são o Masnavi (poemas de cunho reflexivo-teológico), Rubai-yat (Canção de amor por Deus) e o já citado Divan de Tabriz.Próprio da experiência místico-amorosa é a embriaguês do amor que faz do místico um "louco de Deus" como eram São Francisco de Assis, Santa Tereza d’Avila, Santa Xênia da Rússia e também Rumi. Num poema do Rubai-yat diz:"hoje eu não estou ébrio, sou os milhares de ébrios da terra. Eu estou louco e amo todos os loucos, hoje".
Como expressão dessa loucura divina inventou a sama, a dança extática. Trata-se de dançar girando em torno de si e ao redor de um eixo que representa o sol. Cada dervixe girante, assim se chamam os dançantes, se sente como um planeta girando ao redor do sol que é Deus.
Dificilmente na história da mística universal encontramos poemas de amor com tal imediatez, sensibilidade e paixão que aqueles escritos pelo islâmico Rumi. É como uma fuga de mil motivos que vão e vêm sem cessar. Um poema do Rubai-yat canta: "Tu, único sol, vem! Sem Ti as flores murcham, vem!. Sem Ti o mundo não é senão pó e cinza. Este banquete e esta alegria, sem Ti, são totalmente vazios, vem!".
Um dos mais belos poemas, por sua densidade amorosa, me parece ser este, tirado do Rubai-yat:"O teu amor veio até meu coração e partiu feliz. Depois retornou, vestiu a veste do amor, mas mais uma vez foi embora. Timidamente lhe supliquei que ficasse comigo ao menos por alguns dias. Ele se sentou junto a mim e se esqueceu de partir".
A mística desafia a razão analítica. Ela a ultrapassa porque expressa a dimensão do espírito, aquele momento em que o ser humano se descobre a si mesmo como parte de um Todo, como projeto infinito e mistério abissal inexprimível. Bem notava o filósofo e matemático Ludwig Wittgenstein na proposição VI de seu Tractatus logico-philosophicus:"O inexprimível se mostra, é o místico". E termina na proposição VII com esta frase lapidar:"Sobre o que não podemos falar, devemos calar". É o que fazem os místicos. Guardam o nobre silêncio ou então cantam como fez Rumi mas de um modo tal que a palavra nos conduz ao silêncio reverente.
terça-feira, 13 de abril de 2010
GIRO SUFI
O Sufismo é menos uma doutrina ou um sistema de crenças que uma experiência e uma forma de vida. É uma tradição de iluminação que leva adiante a verdade essencial através do tempo. Tradição que, sem dúvida, deve ser concebida em um sentido vital e dinâmico. Sua expressão não deve permanecer limitada às formas religiosas e culturais do passado. A verdade do Sufismo requer reformulação e expressão nova em cada época.
Se é que o Sufismo tem um método central, este é o do desenvolvimento da presença e do amor. Só a presença pode despertar-nos de nossa escravidão a respeito do mundo e de nossos próprios processos psicológicos, e só o amor cósmico pode abarcar o Divino. O amor é a mais alta ativação da inteligência, pois sem ele nada grande se consegue, seja espiritualmente, artisticamente, socialmente, ou cientificamente.
Um aspecto do Sufismo é a presença, e como se pode desenvolver esta presença e usá-la para ativar nossas qualidades humanas essenciais. Abu Muhammad Mutaish disse: “O Sufi é aquele cujo pensamento vai no mesmo passo que seu pé, quer dizer, está inteiramente presente: sua alma está onde seu corpo está, e seu corpo onde sua alma está, e sua alma onde seu pé está, e seu pé onde sua alma está. Este é o sinal da presença sem ausência. Outros dizem o contrário: ‘Ele está ausente de si mesmo, mas presente diante de Deus’. Não é assim: ele está presente consigo mesmo e com Deus.”
![]()
O Giro Sufi está associado à ligação da terra com o céu, da matéria com o espírito, ao contacto com o divino.
Através do giro o corpo pode entrar em contacto com o que contém de mais profundo, aumentando a consciência de si mesmo e daquilo que o rodeia.
Temos pouca informação precisa sobre as origens do Giro Dervixe. É certo que
expressões diversas e distintas daquelas desenvolvidas pelos Mevlevi estiveram
presentes em outras tradições e grupos Sufis. Algumas delas aparecem de formas mais
ritualísticas e outras com forte influência xamânica e na maioria das vezes, associada a
tradições musicais. Vemos estas últimas ainda hoje em grupos sufis de diversas regiões,
principalmente no Magrib, onde estas ordens utilizam o giro e a música de forma mais
selvagem, na busca por êxtases como forma de cura em rituais de forte influencia
xamânica. Em alguns desses grupos os sheiques e mestres são as mulheres que
conduzem as pessoas ao êxtase e transe para curar seus problemas físicos, psicológicos
ou espirituais.
Mas a forma como o Giro foi desenvolvido e apresentado pelos Mevlevi é bastante
distintas de todas as outras expressões. Sabemos que foi Shams de Tabriz, nascido na
Pérsia, que introduziu Rumi nas técnicas do Giro, e conferiu-lhe os significados e
mistérios. Sabemos que a cosmologia que os Sufis da Pérsia desenvolveram, a partir de
influências Zoroastras, gregas e herméticas e do próprio conhecimento Sufi, foi central
no desenvolvimento de sua filosofia, técnicas e práticas. Esta cosmologia nos descreve a
criação do universo como emanação de Deus e a procissão das Esferas e o surgimento
dos planetas como expressão da beleza e perfeição divina surgindo do ímpeto criativo
expresso no imperativo primordial Kun, seja. Este é o verbo através do qual Deus se
torna manifesto através de sua criação. Mas como nos conta o Profeta Maomé, Deus
disse: “Eu era um tesouro oculto, e amei ser conhecido. Por isso fiz a Criação”. E deste amor
e necessidade surge o verbo Kun, seja!, mas também Irji, retorne! Esta é a origem do
anseio e saudade da criação pelo Criador, é a força motriz que faz giras as esferas, os
planetas, átomos e todo o universo, e este giro é a expressão maior deste amor que
penetra e permeia toda criação em sua busca por retornar ao amado, sua origem e
destino último.
Esta é a dimensão maior do Giro Mevlevi conhecido como Sama e que, muito
provavelmente, na época de Rumi era mais livre e espontâneo, uma vez que ainda não
havia sido formatado no ritual que a ordem desenvolveu e vem apresentando desde
então. Mesmo porque, naquele tempo, as próprias escolas Sufis, em sua maioria, ainda
não haviam sido estabelecidas como ordens distintas, nomeadas segundo um mestre
fundador. A Ordem Mevlevi recebeu esse nome, pois Rumi foi conhecido e chamado
pelo nome de Mevlana, nosso mestre, mas os Mevlevis, e a liturgia dos giros, só foram
formalmente instituídos quando seu filho, Sultan Weled, assumiu a ordem como Xeique
após a morte de Husamuddin, sucessor de seu pai. Mas também sabemos que a ordem,
além do ritual conhecido, preservou o que é chamado de Giro ou Sema oculto. Onde os
dervixes se encontram às “portas fechadas” e onde o Giro está inserido dentro de uma
cerimônia mais íntima.
O Giro situa-se no centro do legado que foi deixado por Rumi e mostra ao ser humano o
seu verdadeiro e glorioso destino, embriagando os corações e deixando-os sedentos da
Presença do Amado. A cada passo ao redor de si, o dervixe busca seu coração e clama
pelo único Nome que reside dentro dele e que é o foco de seu anseio. A cada passo ao
redor do centro, ele busca aproximar-se do Senhor desse Nome, e com Ele compartilhar
do êxtase sublime da intimidade. E isso é feito dentro da esfera do amor, onde o amante
se dissolve e se confunde com o Amado e ambos tornam-se unos.
O Giro Dervixe não costuma ser ensinado isoladamente, mas faz parte de um conjunto
maior de conhecimentos e práticas e aqueles que desejam aprender são introduzidos
nessa tradição em momentos específicos de sua trajetória pessoal. É uma tradição
passada de forma íntima e pessoal, após anos de trabalho, exposição e incorporação de
níveis e estados de ser dentro do contexto maior da Escola, como expressão de uma
tradição que antecede o próprio Sufismo, e da qual ele é parte.
Na tradição do Quarto Caminho é dito que as Danças Sagradas (como é o caso do Giro)
são formas muito sofisticadas de se contar uma história, só que a história contada por
elas fala especificamente da condição do ser humano sobre a terra. Quando os
expectadores presentes à cerimônia compartilham desse conhecimento, mesmo que
intuitivamente, eles são transportados em direção aos cenários evocados que contam
sobre os caminhos que cada ser criado percorre em seu retorno à Fonte que o gerou.
O Giro não é uma dança ou técnica, ou um meio de se atingir estados alterados de
consciência, nem mesmo um meio de atingirmos as dimensões que descrevemos. Ao
contrário. Será somente após termos sido tocados pelas experiências que a percepção
destas dimensões despertam em nosso ser, que seremos então capazes de compreender o
real significado do Giro, e através dele, mergulharmos no infinito oceano da busca de
Deus por Ele mesmo. Portanto, o Giro não é um método, mas a expressão deste anseio.
Além disso, precisamos ter sempre em mente o que disse Fariduddin Attar, um autor
sufi que inspirou profundamente a poesia de Rumi: “Existem tantos caminhos a Deus
como Átomos no universo.” Por esta razão Rumi introduzia o giro somente àqueles que
possuíssem uma inclinação essencial a esta expressão e já estivessem maduros, ou que
já tivessem ingressado de forma intensa e responsável nesta jornada, tendo recebido
todo o treinamento prévio que permitisse a eles superar as fantasias e armadilhas do
Ego.
Na tradição do Quarto Caminho é dito que as Danças Sagradas (como é o caso do Giro)
são formas muito sofisticadas de se contar uma história, só que a história contada por
elas fala especificamente da condição do ser humano sobre a terra. Quando os
expectadores presentes à cerimônia compartilham desse conhecimento, mesmo que
intuitivamente, eles são transportados em direção aos cenários evocados que contam
sobre os caminhos que cada ser criado percorre em seu retorno à Fonte que o gerou.
O Giro não é uma dança ou técnica, ou um meio de se atingir estados alterados de
consciência, nem mesmo um meio de atingirmos as dimensões que descrevemos. Ao
contrário. Será somente após termos sido tocados pelas experiências que a percepção
destas dimensões despertam em nosso ser, que seremos então capazes de compreender o
real significado do Giro, e através dele, mergulharmos no infinito oceano da busca de
Deus por Ele mesmo. Portanto, o Giro não é um método, mas a expressão deste anseio.
Além disso, precisamos ter sempre em mente o que disse Fariduddin Attar, um autor
sufi que inspirou profundamente a poesia de Rumi: “Existem tantos caminhos a Deus
como Átomos no universo.” Por esta razão Rumi introduzia o giro somente àqueles que
possuíssem uma inclinação essencial a esta expressão e já estivessem maduros, ou que
já tivessem ingressado de forma intensa e responsável nesta jornada, tendo recebido
todo o treinamento prévio que permitisse a eles superar as fantasias e armadilhas do
Ego.
domingo, 11 de abril de 2010
SHOW DA FUNKALISTER
SHOW DA FUNKALISTER, NO LIVE SPORT PUB
que surpresa esse encontro!!!!
PQP!!!TOCA MUUUUITO!!!!
BASQUIAT
Shut Em Down - public enemy





NESTE PONTO DE CONEXÃO SURGE JEAN-MICHEL BASQUIAT.

Depois de viver durante algum tempo na rua, vivendo das suas pinturas para ganhar algum dinheiro, Basquiat começa a aparecer num programa da TV por cabo após conhecer Glenn O'Brien. Isto permitiu-lhe maior fama, sendo convidado a participar num filme (Downtown 81), investindo o dinheiro do filme em materiais para pintar.
Em 1982 realiza a primeira exposição intitula da Anatomia. Nesse mesmo ano conhece Andy Warhol, e a partir daqui os dois partilham uma série de trabalhos e bases teóricas, participando em diversas exposições juntos.
Com a morte de Andy Warhol, em 1987, Basquiat fica inconsulável e sua carreira entra em declínio. O consumo de drogas leva-o a uma trágica morte por overdose. É enterrado em Brooklyn a 17 de Agosto de 1938.



sexta-feira, 2 de abril de 2010
CONVERSA DE LUNÁTICAS

SOBRE O BLOG DA CARLA, NO LINK AÍ DEBAIXO.
Uma conversa às 7 h da manhã da Sexta-feira Santa, pelo Facebook.
Acordadas sim...ela no barulhão do final da madrugada da Cidade Baixa. Eu, no meio do mato aonde moro.


Andrea Soares Costa
vi no blog a LUA CHEIA E PINTURAS... algo parecido comigo! hehehe...e algo parecido com as luas lunáticas do meu blog tbém...
Carla Magalhães
LUAS SOLARES...ESTOU TE ESPERANDO PARA CONTINUAR A FAZER ALGO PARECIDO CONTIGO... VIU Q ONTEM SAÍ COM A PATRICIA E A MAÍRA...A GENTE ERA A UM TEMPO ATRÁS UNHA E CARNE...QUEM SABE TU ENTRA NO GRUPO...BEIJÃO!
LUAS SÃO SÓIS QUE NÃO TEM LUZ POIS NÃO SÃO ESTRELAS..MAS GRAVITAM EM TORNO DE ALGUM PLANETA E REFLETEM ASSIM A LUZ DO SOL, ILUMINANDO ESSE PLANETA...QUE NÃO É UMA ESTRELA E NEM LUA...
FANTÁSTICO !
EXISTEM ZILHÕES DE PLANETAS, ESTRELAS, SÓIS E OUTROS CORPOS CELESTES POR AÍ E OUTRAS "COISAS " QUE NÃO TEM NOME AINDA
...AFINAL...QUE ESTOU FAZENDO EM UM APARTAMENTO DE UM QUARTO NA CIDADE BAIXA?
ALGUÉM ME EXPLICA A LÓGICA DESSE NOSSO PLANETA/NOSSO UNIVERSO
PIOR...MORANDO NA CIDADE BAIXA E NA RUA MAIS BARULHENTA DE PORTO ALEGRE...BARULHO DE GENTE GRITANDO ATÉ ÁS 6H DA MANHÃ, APARTAMENTO DE FRENTE, SEGUNDO ANDAR
fridacarla44: LUA CHEIA E PINTURAS
fridacarla44: LUA CHEIA E PINTURAS
Carla Magalhães, pessoa linda e querida que reencontrei, da época da faculdade de Artes.
Pinta pacaraleo, artista de mão cheia. Bateu na cabeça daquela doida de querer pintar a doida aqui. Link da postagem que ela fez, com as primeiras pinturas e a Lua cheia...seria uma homenagem à minha mania de fotografar o mesmo tema??? ou é pq a Lua e eu combinamos na forma???? ou só uma sincronia???
vou perguntar prá ela...






