Viagem de Andrea e Alice na passagem para 2010 - 2ª parte - o caminho entre a casa do Chuck Norris e a casa do Décio, Maquiné, 01/01/10.
Música: Hot Fun in the Summertime, Sly & The Family Stone
Descendo a Linha Encantada enquanto o Sol começa a subir.
(foto: Alice)
(foto: Alice)
As travessias: foram 8, nós contamos. E à noite, com o rio bem pertinho, tinha horas que AIMEUDEUS...sei lá!
O número 8 representa o que permanece em equilíbrio: A Justiça ! Na mitologia egípcia, Anubis é a representação máxima do número 8. Anubis (Saturno) faz o julgamento dos mortos através de uma enorme balança, onde, num dos pratos, é colocado o coração do iniciado, do outro, encontra-se uma pena. Este simbolismo indica, para o bom iniciado, que o coração não pode pesar mais que uma pena, daí a importância da pureza em nossa evolução. Compreende-se que a evolução do homem (quadrado) se dá no momento em que ele completa 28 anos (4x7=28). Observamos então o mistério do número 28 (4x7) = 2 (polaridade-equilíbrio), 8 (justiça-julgamento) que, curiosamente, é o ciclo de Saturno (o Senhor do Carma). No aspecto da evolução da alma, 2 representa a polaridade entre emoção e a mente (alma), 8, a consciência (espírito) que julga estes veículos, etc. O número 8 representa a bem-aventurança para nossa evolução (matéria-espírito), recordando apenas alguns: a terceira visão (7+1=8), o chakra Vibhuti (8 pétalas-oitavo chakra) mencionado pelos hindus, o oitavo continente (Atlântida) mencionado pelos antigos, caminhos de Budha (correspondente ao chakra vishuddha), que é o conjunto de atitudes que levam à extinção completa do sofrimento, este são: Visão correta (samyak-drishti); Intenção correta (samyak-samkalpa); Fala correta (samyak-vach); Ação correta (samyak-karmata); Meio de vida correto (samyak-ajiva); Esforço correto (samyak-vyayama); Atenção correta (samyak-smiriti); Concentração correta (samyak-samadhi). Para dispor desses meios, deve-se subordinar toda a sua vida à prudência, saber aplicar a sua mente ao trabalho organizado, renovar e expandir, pela ciência, as facilidades materiais da vida.
Viagem de Andrea e Alice na passagem para 2010 - 3ª parte - a casa do Dé-é-é-écio
A casa do Décio fica em Maquiné, perto do Fundão, e lá é sempre muito movimentado, sempre tem uma fogueira acesa prá receber os amigos.Chegamos em torno de 7h da manhã do dia 01/01/10.
Dé-é-é-écio, os vizinhos cantores, Dara e seu pai. Seus pais colocaram seu nome de Décio , mas ele diz que se chama
Dé-é-é-écio(imitando uma cabra), porque acredita que as pessoas quando nascem devem ter uma certa coisa que as iguala aos bichinhos. "E o meu nome?" Perguntei. Ele prontamente: Andre-e-e-e-ea!!! Sou cabra também! Inclusive no horóscopo chinês.
E ainda completou: O Bu (esse aí embaixo com a Alice)é boi! Buuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuu!!!!Bah, foi uma gaitada só!
Alice e Bu.
Como cantam esses dois!!! As duas vozes juntas mas cada uma indo prá um lado, sabe? cantando aquelas músicas antigas, sobre um pai que ensina o filho e os netos, sobre um amor de adolescência...um presente prá nós!
Momento pré-tccccchibummm!!!! Depois foi o MEU momento...e não publico aqui! HA HA HA
Alice no País dos Espelhos LINDA!!!
Bah, se foi a caminhar o dia todo!!!...eu fiquei ali tomando meu banho de rio.
Harmonia entre o antigo e o novo.
Mens sana in corpore sano
orandum est ut sit mens sana in corpore sano.
fortem posce animum mortis terrore carentem,
qui spatium uitae extremum inter munera ponat
naturae, qui ferre queat quoscumque labores,
nesciat irasci, cupiat nihil et potiores
Herculis aerumnas credat saeuosque labores
et uenere et cenis et pluma Sardanapalli.
monstro quod ipse tibi possis dare; semita certe
tranquillae per uirtutem patet unica uitae.
Num rancho fundo...
...bem prá lá do fim do mundo...
Na próxima mudança de Lua ela vai parir!
Morena e eu descobrimos que temos um mesmo sonho insólito: queremos ter um berrante de boiadeiro!Vai entender...
Hora da despedida: muitos abraços e a certeza de que o encontro foi mágico! E o Dé-é-é-écio, que enquanto eu tirava esta foto, me colocava a corda do cavalo no pescoço e dizia:
"Andre-e-e-e-ea fica aqui, tu vai ser a dona do meu sítio!" Nossassenhora, ninguém me bota a corda no pescoço, Alice corre!!!! hahahahaha!
Rafaela Gnomo, esta te dedico:
Senhor: Fazei de mim um instrumento de vossa Paz
Onde houver ódio que eu leve o Amor
Onde houver ofensa, que eu leve o Perdão.
Onde houver discórdia, que eu leve a União.
Onde houver dúvida, que eu leve a Fé.
Onde houver erro, que eu leve a Verdade.
Onde houver desespero, que eu leve a Esperança.
Onde houver tristeza, que eu leve a Alegria.
Onde houver trevas, que eu leve a Luz!
Ó Mestre,
fazei que eu procure mais:
consolar, que ser consolado;
compreender, que ser compreendido;
Amar, que ser amado.
Pois é dando, que se recebe.
Perdoando, que se é perdoado e
é morrendo que se vive para a vida eterna!
As borboletas amarelas de Maquiné andam em grupos, e voam alegres entre as plantas, entre os animais, entre as pessoas. Em grupo elas são vistas de longe, o movimento delas parece uma dança...espertas, as borboletas de Maquiné!
O grilo veio junto no carro. Foi só estacionar no pátio e ele PLUFT!...saltou na grama. Um pouco de lá já mora na minha casa. Muito de lá eu trouxe no peito e na alma! 2010...o que trará???
a lua ontem tava lindalindalinda e foi a penúltima noite do ano. tinha hora que parecia lua de lobisomem. fotos lá do CETE. a libélula morou lá em casa por uns dias enquanto durou a vida todaplenaefeliz dela. libélulas se sentem atraídas pela luz da lua!
Frida Kahlo nasceu a 6 de Julho de 1907 na Cidade do México. A sua vida, recheada de tragédias e dramas, foi o principal ponto de partida da sua obra, inspirando-a e marcando-a de forma incontornável. A obra torna-se, então, indissociável do seu percurso biográfico, logo de relevância crucial para perceber toda a fantástica e reconhecida obra de Kahlo. O local onde nasceu, onde passou a maior parte da sua vida e onde viria a morrer, a Casa Azul, marcou-a claramente, rodeada de florestas luxuriantes e ídolos pré-colombianos. Aí viveu com Diego Rivera, famoso muralista mexicano, com quem casou em 1929; e aí deu aulas aos seus alunos de pintura, “Los Fridos”.Logo aos 6 anos, vítima de pólio, foi afetada fisicamente ao ficar com a perna direita mais magra que a outra. No entanto, e já na escola preparatória, Kahlo mostrava um acentuado espírito inconformista e de rebelião, liderando grupos de jovens contestadores, o que anunciava a sua dureza e severidade de espírito em contraste com a sua (de futuro, ainda pior) debilidade física. De fato, aos 18 anos foi marcada por uma maior tragédia, ao sofrer um grave acidente rodoviário quando viajava num autocarro: partiu a coluna, o pescoço, várias costelas, o pélvis, a perna direita teve 11 fraturas, o pé direito ficou deslocado e esmagado, e também um ombro se deslocou. O horror físico e psicológico resultante deste acidente é retratado de forma impressionante num dos seus mais famosos quadros: Teve que ficar hospitalizada durante mais de um mês, mas, e apesar da gravidade do acidente e das consequências futuras (inúmeras operações, fadiga acentuada, dores constantes), Kahlo conseguiu superar o acidente pela sua força de caráter, pela sua severidade de espírito, aliás bem visíveis nos seus muitos auto-retratos, de uma profundidade psicológica bem marcada.Foi, aliás, o fato de ter ficado presa a uma cama durante muito tempo, que a levou a pintar mais frequentemente como passatempo. Daí a fazer disso a sua profissão, foi um passo muito curto, facilmente dado pela utilização da pintura como uma forma de catarse, de purificação e libertação da alma, esta última constrangida por todos os dissabores da sua vida. Um amigo próximo, algum tempo depois do acidente de Kahlo e de esta ter voltado a andar, apresentou-a a Diego Rivera, vindo-se esta a revelar a relação mais importante e controversa da vida de Frida. De fato, o seu casamento com Rivera revelou-se um poço de fortes emoções, carregado de amor e ódio, de lealdade e traições, de contrastes, bem revelados na própria aparência física de ambos: o elefante e a pomba – ele, enorme e gordo; ela, magra e pequena. A influência de Rivera na obra de Kahlo é, por isso, bem patente, desde logo na imagem de marca da então cada vez mais reconhecida, no México, Europa e EUA, Frida Kahlo: as roupas populares e típicas mexicanas (vestidos coloridos e compridos), bem como as sobrancelhas grossas e unidas, foram sugestões de Rivera que acabaram por se tornar incontornáveis ao longo de toda a vida de Kahlo.Frida levava uma vida de altos e baixos, entre a extroversão e sociabilidade (gostava de estar com amigos a cantar e beber Tequilla), e as tendências depressivas, algumas vezes culminadas em tentativas de suicídio, principalmente a partir de 1953, ano em que realizou a sua única exposição no México (obtendo com esta um sucesso e fama ainda mais abrangentes), e em que teve que ter a perna direita amputada abaixo do joelho, devido à gangrena. Daqui para a sua última tentativa de suicídio (apontada como provável causa de morte, tendo em conta que não foi realizada a autópsia), pouco tempo passou - Kahlo suicidou-se aos 47 anos, a 13 de Julho de 1954, deixando como últimas palavras escritas: “Espero que a partida seja alegre e espero nunca mais voltar.” Em “Raízes”, Kahlo parece querer transparecer a sua ligação profunda com a terra, com a natureza, evidenciando-se como uma pequena parte desse todo. Aliás, esta relação vê-se tanto mais sentida, quanto vislumbramos as influências da Casa Azul e da sua envolvente, na obra de Kahlo.Contudo, há algo mais que nos faz prender a esta obra, sobretudo se a sentirmos como parte da vivência tendencialmente ferida e amargurada de Kahlo: faz-nos entrever o seu desejo de voltar às origens, às “Raízes”, o anseio da comunhão com o mundo. Parece, assim, surgir como o confrontar da essencial dualidade definidora de Kahlo, entre a vida e a morte.
dando uma bandinha por aí a gente vê que tá cheio de gente!!!
aqui também tem gente!
a vizinha também é gente!
nossa!!! quanta gente! dentro e fora...
gente aos pares, em bandos, avulsos...
tem gente que gosta de ficar anestesiada e de não sentir nada e de não se conectar consigo mesma e com o mundo. olha e não vê! ou finge, o que é pior...medo de que??? gente foi feita prá amar e cuidar de gente!